Agostinho

É um dos vultos maiores da cultura portuguesa do séc. XX: o Professor Agostinho da Silva completaria hoje 100 anos. Um século de luta pela liberdade com as armas das palavras e das convicções, um século de sabedoria erudita tornada acessível a todos pela sua maneira simples e franca de comunicar, um século de filosofia vivida numa vida sem mais pretensões que as da partilha da alegria de estar vivo. Um século de pura poesia.

Obrigado, Agostinho!

« Sou marujo mestre e monge
marujo de águas paradas
mas que levam os navios
às terras por mim sonhadas

também sou mestre de escola
em que toda a gente cabe
se depois de estudar tudo
sentir bem que nada sabe

mas nem terra ou mar me prendem
e para voar mais longe
dum mosteiro que não houve
e não haja me fiz monge
»

(in Uns poemas de Agostinho)

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Um pensamento em “Agostinho”

  1. Um ser ímpar. Um franciscano do seculo XX, que acreditou firmemente num Portugal por cumprir – como o Pessoa – e num Brasil que se cumprirá, também.

    Tenho-o entre os mais queridos seres humanos que Portugal conheceu, no século XX.

    Excelente post!

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