Fotografar Sempre (RIP Bernardo Sassetti)

Sassetti fotografa desde “sempre”, “sistematicamente, com máquinas “compradas com o pouco dinheiro que juntava”. “As primeiras eram automáticas mas depois o meu pai ensinou-me a operar com uma reflex. Tinha um conhecimento grande de fotografia e foi o responsável pelo interesse que hoje tenho por ela. Ensinou-me a olhar para as coisas com tempo, a ir à procura de imagens, da luz correcta. Fotografei sempre em filme e só recentemente comecei a utilizar o digital, um pouco por causa deste projecto e pela necessidade de captar grandes sequências com disparos contínuos. Seria quase impossível fazê-lo com tecnologia analógica.” O próximo desafio é aproximar-se das pessoas: “Estou a preparar um projecto que envolve olhar mais para os outros. Até aqui foi para mim difícil fotografar pessoas. Demoro tanto tempo a fazer as coisas, de forma tão intensa, que é difícil pedir a alguém que tenha paciência para me aturar. Claro que faço retratos de família, e sobretudo autoretratos, mas para mim foi sempre difícil fotografar pessoas na rua, pessoas que não conheço.” (in Público/Ípsilon, 25.03.2010)

 

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