'Guerre non bonne'

« Nesse momento surgem na trincheira alemã um oficial e vários soldados. Perfilam-se, fazem a continência ao morto, na ocasião em que os nossos maqueiros estendem o cadáver na maca até ao momento em que o mesmo desaparece nas nossas trincheiras. Durante a condução não há uma palavra, há respeito! Há estupefacção! Desaparecido o cadáver, ouvem-se nas trincheiras alemãs estas palavras: – ‘Guerre non bonne’. Os nossos soldados responderam com igual exclamação. À noite, nas nossas trincheiras, caíam morteiros de todas as qualidades e nas linhas alemãs choviam granadas de 7,5 e obuses de vários calibres. O respeito pelos mortos acabara, continuando a matar-se uns aos outros os soldados. »

 

As palavras são de um familiar do Carlos Franquinho, mas podiam ser dos avós ou bisavós de muitos de nós. Faz hoje 87 anos, terminava um pesadelo que se havia de repetir, numa escala ainda mais aterradora, algumas décadas depois: a I Guerra Mundial.

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