Vasco Graça Moura (1942-2014)

Por Detrás da Magnólia

“Soneto do amor e da morte

quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer

a revoar na minha solidão.
quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,

e diz do nosso amor como se não
tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição

que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.”

E as 50 perguntas do Expresso a Vasco Graça Moura, por ocasião dos 50 anos da sua carreira literária, em 2012.

[/via Facebook da Granta Portugal]

São cravos, senhora!

Uma das tradições (recentes) mais bonitas das comemorações do 25 de Abril é a chuva de cravos em Lisboa, inicialmente no Largo de Camões e ontem no Terreiro do Paço. As fotos da Clara Azevedo (salvo indicação em contrário), via Twitter do Paulo Vaz Henriques (obrigado pelo alerta, Pedro, que também filmou o vídeo final, no ano passado), falam por si.

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#chuvadecravos #itsrainingcarnations

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EDIT: Mais fotos da Clara Azevedo no Público.

(Um certo comandante da esquadra 751 teria um enorme orgulho nisto.)

O surf quando nasce é para todos

A propósito de uma recente troca de impressões em que fiquei a saber que a acessibilidade das praias portuguesas vai muito mais longe do que eu pensava, aqui fica este fantástico vídeo da Associação Portuguesa de Surf Adaptado.

Fotografar Sempre (RIP Bernardo Sassetti)

Sassetti fotografa desde “sempre”, “sistematicamente, com máquinas “compradas com o pouco dinheiro que juntava”. “As primeiras eram automáticas mas depois o meu pai ensinou-me a operar com uma reflex. Tinha um conhecimento grande de fotografia e foi o responsável pelo interesse que hoje tenho por ela. Ensinou-me a olhar para as coisas com tempo, a ir à procura de imagens, da luz correcta. Fotografei sempre em filme e só recentemente comecei a utilizar o digital, um pouco por causa deste projecto e pela necessidade de captar grandes sequências com disparos contínuos. Seria quase impossível fazê-lo com tecnologia analógica.” O próximo desafio é aproximar-se das pessoas: “Estou a preparar um projecto que envolve olhar mais para os outros. Até aqui foi para mim difícil fotografar pessoas. Demoro tanto tempo a fazer as coisas, de forma tão intensa, que é difícil pedir a alguém que tenha paciência para me aturar. Claro que faço retratos de família, e sobretudo autoretratos, mas para mim foi sempre difícil fotografar pessoas na rua, pessoas que não conheço.” (in Público/Ípsilon, 25.03.2010)

 

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