Os segredos no armário de Neil Armstrong

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Neil Armstrong viveu 43 anos depois de se tornar no primeiro ser humano a pisar a Lua. Morreu em 2012, e só nessa altura a sua mulher descobriu um pequeno tesouro que manteve guardado ao longo dessas mais de quatro décadas: uma máquina fotográfica Hasselblad e algumas fotos tiradas na mítica viagem interplanetária. Os objectos contidos no pequeno saco que, subrepticiamente, Neil trouxe de volta para a Terra (e que se encontrava destinado a arder aquando da reentrada do módulo lunar na atmosfera terrestre) encontram-se hoje em exposição no museu da NASA.

Mais informações sobre as 12 câmaras Hasselblad utilizadas (e deixadas) na Lua pela missão Apollo XI… aqui.

Isto já foi uma cidade

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Faz lembrar imagens da Hiroshima de 1945, mas não: é a cidade de Homs, na Síria, fotografada esta semana pela objectiva de Roozbeh Kaboly, da televisão holandesa (@rzbh no Twitter, onde podem ser vistas mais fotos e acompanhado o relato da evacuação dos rebeldes que fizeram desta cidade a “capital” da revolução).

/via página da Euronews no Google+.

Fotografar Sempre (RIP Bernardo Sassetti)

Sassetti fotografa desde “sempre”, “sistematicamente, com máquinas “compradas com o pouco dinheiro que juntava”. “As primeiras eram automáticas mas depois o meu pai ensinou-me a operar com uma reflex. Tinha um conhecimento grande de fotografia e foi o responsável pelo interesse que hoje tenho por ela. Ensinou-me a olhar para as coisas com tempo, a ir à procura de imagens, da luz correcta. Fotografei sempre em filme e só recentemente comecei a utilizar o digital, um pouco por causa deste projecto e pela necessidade de captar grandes sequências com disparos contínuos. Seria quase impossível fazê-lo com tecnologia analógica.” O próximo desafio é aproximar-se das pessoas: “Estou a preparar um projecto que envolve olhar mais para os outros. Até aqui foi para mim difícil fotografar pessoas. Demoro tanto tempo a fazer as coisas, de forma tão intensa, que é difícil pedir a alguém que tenha paciência para me aturar. Claro que faço retratos de família, e sobretudo autoretratos, mas para mim foi sempre difícil fotografar pessoas na rua, pessoas que não conheço.” (in Público/Ípsilon, 25.03.2010)

 

JR na Coreia do Norte

Juntamente com Ai Wei Wei e Os Gêmeos, JR_artist é um dos meus artistas plásticos contemporâneos preferidos. Já falámos dele aqui no Café a propósito do TED Prize, que venceu em 2011 (ver vídeo abaixo).

Este mês, JR fez uma incursão à Coreia do Norte, onde fotografou o dia-a-dia de cidades como Pyongyang. O resultado pode ser visto no seu feed do Instagram.

Entrevista com JR aquando da atribuição do TED Prize:

A “gente das nuvens”

Através da sua objectiva, o fotógrafo norte-americano Matt Black leva-nos ao outro lado da emigração: o lado das aldeias desertas, das comunidades envelhecidas, dos povos ancestrais sem futuro.

As fabulosas fotografias do projecto People of Clouds podem ser vistas no sempre recomendado The Big Picture. O projecto pode ainda ser seguido no Facebook e financiado no Kickstarter. Outros projectos do fotógrafo podem ser encontrados no seu site.

Tim Hetherington (1970-2011)

O fotógrafo de guerra e realizador britânico Tim Hetherington já era famoso por ter ganho o World Press Photo em 2007 com a foto de um soldado norte-americano no Afeganistão. A sua fama cresceu com a nomeação de Restrepo, o seu documentário sobre a vida de um pelotão americano naquele país asiático, para o Óscar de melhor documentário (filme também premiado no Festival Sundance de 2010). Cobriu ainda conflitos como o da Libéria ou o do Darfur.

Prémio World Press Photo 2007, Tim Hetherington

Tim fotografava com a Canon EOS 5D, carregando consigo dois corpos pois preferia as lentes de distância focal fixa. Referia-se a elas e à câmara de vídeo que também transportava consigo como a sua “armadura pessoal”. Hoje a “armadura” não foi suficiente para o proteger de um RPG disparado pelas forças leais a Kadafi, que o matou enquanto acompanhava os rebeldes na cidade de Misurata. Consigo morreu ainda o fotógrafo americano da Getty Images, Chris Hondros (as suas últimas imagens podem ser vistas aqui).

O último tweet na conta @TimHetherington não prognosticava nada de bom:

http://twitter.com/#!/TimHetherington/status/60293090983940096

A crueza e humanidade de Restrepo ficam como um tributo a Tim Hetherington: