Um grande dedo anelar levantado à China

Dia 4 de Junho de 1989, enquanto na Praça de Tiananmen se desenrolavam os tristes acontecimentos que ficaram na memória colectiva, um homem desempenhou um papel preponderante na minimização daquilo que poderia ter sido um banho de sangue muito maior: Liu Xiaobo encetou uma greve da fome e negociou a retirada pacífica dos estudantes da malograda Praça, sob o olhar – e as miras – atento dos soldados chineses.

Desde essa longínqua Primavera de 89, Liu Xiaobo foi preso por quatro vezes: os seus escritos em defesa da liberdade de expressão e dos direitos humanos na China e a sua cultura de não-violência tornaram-no num espinho cravado na garganta das autoridades chinesas. E é numa prisão chinesa que se encontra neste momento, a cumprir uma pena de 11 anos, alheio ao facto de a Academia Nobel lhe ter atribuído hoje o Prémio Nobel para a Paz: é que, segundo a sua mulher, Liu nem acesso a um telefone tem.

Mais detalhes no Público e no New York Times.

Um pensamento em “Um grande dedo anelar levantado à China”

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