Tiananmen, 20 anos depois

Passaram vinte anos sobre “esta” imagem. Lembro-me como se fosse ontem. Não havia Internet, víamos tudo pela televisão. Mas, agora que falo nisso, hoje também não há: a China cortou o acesso ao Twitter, YouTube, Facebook e outros sites e redes sociais nas vésperas das “comemorações” da segunda década do esmagamento da revolta estudantil. Afinal, a China mudou muito pouco em vinte anos: nem a lista de mortos, feridos e desaparecidos nos acontecimentos de Junho de 1989 chegou a ser publicada.

Um pensamento em “Tiananmen, 20 anos depois”

  1. “Lembrar Tiananmen”

    Quando passam 20 anos sobre o massacre de Tiananmen, a China ainda não se libertou dos grilhões maoístas. Pior do que isso, silencia todo e qualquer movimento que vise celebrar a Primavera de 1989, ao ponto de, gerações nascidas após essa data, não saberem o que realmente aconteceu em Pequim. Travestidos de socialistas modernos, o Governo controla minuciosamente a população através do Partido, aliando-se a políticas repressivas que vão desde campos de trabalho forçados a execuções públicas. Não existe liberdade de expressão nem liberdade sindical e os meios de comunicação social estão subjugados. Por mais operações de cosmética que protagonizem, onde os Jogos Olímpicos de 2008 foram o expoente máximo, jamais se libertarão do totalitarismo nacionalista instigador do medo que nem todos os países têm coragem de denunciar mas que um dia a História tratar-se-á de reparar.

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