Por um mundo sem Máfia, ou o caixão ambulante

Roberto Saviano nasceu há 29 anos em Nápoles. Nas três décadas que leva de vida, mais de 3600 pessoas foram assassinadas pela Camorra, a máfia napolitana que Saviano denunciou no seu best-seller “Gomorra”, de 2006 (recentemente adaptado ao cinema), que investiga as actividades da Camorra na Itália (onde controlam cerca de 50% do comércio da cidade de Nápoles, bem como o lucrativo negócio das lixeiras onde se depositam resíduos tóxicos vindos de toda a Europa), Alemanha, Espanha, Portugal e Escócia. A audácia do escritor (infiltrou-se na organização servindo à mesa no casamento de uma das famílias camorranas, trabalhando para uma das suas empresas de construção e numa das fábricas de têxteis que controlam) custou-lhe uma promessa por parte dos chefes da Camorra: a de o assassinarem antes de chegar o Natal. Apelidam-no de “caixão ambulante” ou “o Salman Rushdie do séc. XXI”. Saviano vive 24 horas por dia sob protecção policial, numa localização desconhecida.

Junte-se a Mikhail Gorbatchev, Desmond Tutu, Dario Fo, Gunter Grass, Lech Walesa e José Saramago, entre 100.000 outros nomes, e assine o apelo do jornal La Repubblica para uma mais decidida intervenção do Estado italiano na protecção de Roberto Saviano. Pode igualmente demonstrar a sua solidariedade para com o escritor italiano no seu próprio website, ou no MySpace do autor.

Mais informações sobre Saviano nos sites da BBC e do El País.

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