O Gulag desenhado

A propósito da morte esta noite, aos 89 anos, de Alexander Solzhenitsyn, fui investigar na Wikipedia as prisões e campos de trabalho russos que o Prémio Nobel da literatura denunciou na obra “Arquipélago do Gulag”. E dei por mim a apreciar, com um misto de admiração e horror, os desenhos de Eufrosinia Kersnovskaya, uma outra escritora russa contemporânea de Solzhenitsyn que, como ele, conheceu por dentro o inferno dos campos de concentração de Estaline. Em homenagem a Solzhenitsyn, aqui ficam os desenhos de Kersnovskaya. Porque a barbárie pode ser denunciada de muitas formas.

(Faça clique nas imagens, nalguns casos impróprias para pessoas mais sensíveis, para ampliar.)

5 opiniões sobre “O Gulag desenhado”

  1. Olá João. O que mais me choca nos crimes cometidos em nome de uma ideologia (para além do sofrimento humano causado) é o facto dessa ideologia ser absolutamente contrária ao sofrimento humano.

    Abraço
    RV

    Nota: hoje acedi aqui ao Café da Manhã bastante facilmente, mas regra geral demora muito tempo a carregar (no Firefox) e até já tive de reiniciar o computador. O que se passa?

  2. João, apenas uma nota adicional sobre Solzhenitsyn: no momento da sua morte, a CS está a ser particularmente selectiva na forma de apresentar a sua postura relativamente ao mundo que o rodeava. Glorifica-se o seu papel no combate ao comunismo soviético, de que foi vítima, mas esquece-se da sua opinião relativamente aos bombardeamentos da NATO a estruturas civis, há meia-dúzia de anos. Na altura referiu-se à NATO como uma estrutura do tipo Nazi.

    É uma pena que se parta o pensamento e sobretudo a obra de uma pessoa em postas, apresentando apenas as postas mais conhecidas, e varrendo para debaixo do tapete as mais incómodas. (Falo da comunicação social).

  3. Mas tu já criaste mais um blog, rapaz??? 🙂

    Não sei o que se passou com o acesso, por aqui está tudo normal.

  4. Embora sobre “os tais 20 anos” já passem mais de 40, tudo o que se refere a campos de concentração mexe comigo de uma forma muito particular! Devorei, naqueles anos, tudo o que (na altura muito era só uma parte) se publicava por cá sobre o tema.
    Vou procurar obras da Eufrosinia, porque aos desenhos quero juntar a escrita.
    O que é que vocês, que são novos, vão responder aos vossos filhos quando eles começarem com perguntas que têm tanto de óbvias, como de difíceis??? 😦

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