Anna Politkovskaia (1958-2006)

Em Setembro de 2004, enquanto o Mundo sustinha a respiração ao ouvir as trágicas notícias que chegavam de Beslan, uma mulher oferecia-se para servir de mediadora entre os terroristas chechenos que haviam tomado de assalto uma escola primária na Ossétia do Norte e os militares russos que procuravam libertar as centenas de crianças feitas reféns. Infelizmente, os serviços secretos russos, sob o comando do Presidente Putin, tinham outras ideias: Anna Politkovskaya nunca chegaria a Beslan. Envenenada pelos esbirros do Presidente, a jornalista russa escaparia por pouco à morte.

Mas o encontro estava marcado, e desta vez os mesmos esbirros não arriscaram um milímetro: no dia em que o Presidente Putin fazia 54 anos, ofereceram-lhe um triste presente: com um tiro no peito e outro na cabeça, disparados à queima-roupa no elevador do prédio onde residia, puseram termo à vida da incómoda jornalista, que denunciava com igual veemência os desmandos do tirânico Putin (que, nas sábias palavras proferidas pelo antigo campeão de xadrez Kasparov numa conferência em Lisboa esta semana, “junta o pior do capitalismo com o pior do socialismo”) e dos senhores da guerra chechenos.

Desde a chegada de Putin ao poder, em Dezembro de 1999, mais de quatro dezenas de jornalistas russos morreram assassinados.

(Alguns tributos à intrépida jornalista podem ser encontrados aqui e aqui.)

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