Tiananmen, parte 2

A União Europeia, os Estados Unidos, a vizinha Rússia e o resto da comunidade internacional fecharam os olhos e, mais uma vez, fingiram não ter conhecimento do massacre. A 13 de Maio passado, as autoridades do Uzbequistão mandaram abrir fogo sobre uma manifestação pacífica na cidade de Andijan, no leste do país, matando cerca de 1000 dos 10.000 participantes. Segundo relatos de sobreviventes, os tanques dispararam indiscriminadamente sobre os civis na praça principal da cidade, e “snipers” colocados nos telhados vizinhos completaram a tarefa de assassinar a sangue frio muitos dos sobreviventes do primeiro ataque.

Três meses e meio depois do massacre, a União Europeia mantém em vigor o seu acordo de associação com o país do ditador Karimov, e os Estados Unidos mantém no Uzbequistão uma base aérea. As prometidas sanções políticas e o embargo militar caso o país não aceitasse uma investigação internacional independente continuam por se concretizar.

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