Este blog nunca vos pediu nada…

…mas isso está prestes a mudar:

O meu amigo e ex-colega Fred Lessing está a vender o mais recente álbum da sua banda, os Daymoon, por um euro, para financiar o tratamento do cancro do cólon da sua mulher Inês. A música é excelente, o preço convidativo, e um euro é um euro.
PODEM COMPRAR O ÁLBUM AQUI.

Vamos lá pessoal, não me deixem ficar mal. Obrigado!

“One more thing…”

Algumas pessoas marcam a nossa vida: as que conhecemos, mas também as que nunca vimos. Steve Jobs é uma dessas pessoas. Usei pela primeira vez um Macintosh nos idos de 1990, num estágio que efectuei no jornal “Público”, no seu primeiro ano de vida. A simplicidade da coisa surpreendeu-me, pois toda a gente comentava na altura como os “Macs” eram complicados. Mas só em 2001 comprei pela primeira vez um produto com o logótipo da maçã: um iPod para oferecer ao meu irmão. E só mais tarde, já em 2007, comprei o meu primeiro “brinquedo” com a assinatura da marca de Cupertino: um iPod Touch da primeira geração, que ainda hoje me dá música diariamente.

Mas ao escrever este post no meu Macbook Pro, não é Steve Jobs, o visionário da tecnologia, que me apetece recordar. É o Steve inspirador. É o Steve que lutou contra um cancro no pâncreas durante sete anos, e que chegou a estar convencido de que o tinha derrotado. É o Steve que investiu na Pixar e lhes permitiu dar-nos pérolas como “Toy Story”, “Cars”, “Monsters & Co.” ou “Up”. Porque sempre que os meus filhos revirem as aventuras de Woody e Buzz Lightyear, de Faísca McQueen e Sally, um cantinho secreto dentro de mim sorrirá e, em silêncio, prestará homenagem ao homem que tornou possíveis tantas gargalhadas.

Obrigado Steve, e até sempre.

A “gente das nuvens”

Através da sua objectiva, o fotógrafo norte-americano Matt Black leva-nos ao outro lado da emigração: o lado das aldeias desertas, das comunidades envelhecidas, dos povos ancestrais sem futuro.

As fabulosas fotografias do projecto People of Clouds podem ser vistas no sempre recomendado The Big Picture. O projecto pode ainda ser seguido no Facebook e financiado no Kickstarter. Outros projectos do fotógrafo podem ser encontrados no seu site.

Tim Hetherington (1970-2011)

O fotógrafo de guerra e realizador britânico Tim Hetherington já era famoso por ter ganho o World Press Photo em 2007 com a foto de um soldado norte-americano no Afeganistão. A sua fama cresceu com a nomeação de Restrepo, o seu documentário sobre a vida de um pelotão americano naquele país asiático, para o Óscar de melhor documentário (filme também premiado no Festival Sundance de 2010). Cobriu ainda conflitos como o da Libéria ou o do Darfur.

Prémio World Press Photo 2007, Tim Hetherington

Tim fotografava com a Canon EOS 5D, carregando consigo dois corpos pois preferia as lentes de distância focal fixa. Referia-se a elas e à câmara de vídeo que também transportava consigo como a sua “armadura pessoal”. Hoje a “armadura” não foi suficiente para o proteger de um RPG disparado pelas forças leais a Kadafi, que o matou enquanto acompanhava os rebeldes na cidade de Misurata. Consigo morreu ainda o fotógrafo americano da Getty Images, Chris Hondros (as suas últimas imagens podem ser vistas aqui).

O último tweet na conta @TimHetherington não prognosticava nada de bom:

A crueza e humanidade de Restrepo ficam como um tributo a Tim Hetherington: